domingo, 27 de maio de 2012

Quinto dia - 26 de maio: Monges de La Pukaña e Salar de Tara


No quinto dia, acordamos cedo e, às 8 da manhã, nosso guia Carlos chegou para nos levar a nosso próximo destino insólito: Monges de La Pukaña e Salar de Tara. Já tínhamos conhecido o Carlos de outro tour, quando ele fez as vezes de motorista do microônibus e já tínhamos percebido como ele era uma figuraça. Tem um humor super inteligente, com tiradas que nos fazem morrer de rir. Aquele tipo sarcástico do bem que eu tanto adoro. Desta vez, ele levou seu filho Carlitos, que, como o próprio nome sugere, era uma miniatura do pai. Além do tamanho, a única diferença é que enquanto o pai era um gozador, o menino era extremamente tímido. Mas era igualmente fofo!

O passeio foi longo, cheio de “perrengues”, mas muito interessante. Passamos por lhamas e diversas versões da linda combinação terra, vulcões e neve até chegarmos nos Monges de La Pukaña. São rochas que parecem ter sido colocadas ali, no meio de uma planície árida e uniforme, como uma escultura modernista de um Deus caprichoso. Nosso guia, em um de seus raros momentos sérios, explicou que aquelas rochas são provenientes de material vulcânico desgastado pela ação do vento. Mostrou, inclusive, resquícios de musgo nas pedras, ainda reminiscentes de quando aquilo foi um lago.

O Salar de Tara fica a mais de 4.000 metros, de forma que tivemos de manter a receita de água e chá de Coca pra não sentirmos muito os efeitos da altitude. O efeito colateral óbvio disso é ter vontade de fazer xixi o tempo todo. E dá-lhe eu, Isabela e Júlia catarmos um cantinho mais deserto (dãããã) pra resolvermos nosso problema. E haja perrengue pra deixar o buzanfã desabrigado das 3 calças que eu estava vestindo pra fazer xixi no vento! Isso nos rendeu muitas risadas.

Depois de cerca de 2 horas de viagem, chegamos ao Salar de Tara. Carlos disse que teríamos uma meia hora pra caminhar até que ele preparasse o almoço. Isso foi feito num abrigo que lembrava aqueles filmes americanos onde os sobreviventes de algum desastre encontram uma casinha abandonada no meio do nada. Carlos contou que adorava ir ao Salar de Tara porque durante 15 anos de sua vida ele passava 6 meses do ano naquele abrigo. Ali, com seu “abuelo”, ele tinha uma vida completamente afastada da civilização.

O almoço montado por ele foi macarrão, tomates, abacate, ovos cozidos e frango. Tudo já havia sido preparado anteriormente e ele só picou os tomates, os abacates e serviu numa mesa improvisada. Quer saber? Estava tudo uma delícia!

O Salar é espetacularmente lindo e, junto com aquele abrigo rústico, formou o cenário mais original e interessante da viagem. Mesmo tendo de fazer xixi ao vento gelado do Deserto do Atacama, valeu super a pena!





Um comentário:

  1. Muitos perrengues e risadas depois, chegamos sas e salvas no hostel pois nosso amigo e guia-motorista Carlos, com seu fiel escudeiro Carlitos, cuidou muito bem de nosotros! Foi o passeio mais natureza-selvagem desta viagem, cobrindo de carro cerca de 30 km no meio do deserto, na ida e na volta, subindo e descendo terrenos irregulares, no meio da exuberancia da natureza pura. Show!

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