Um ano e meio depois, resgato o Mi Alma Viajera! Se antes o destino era o Chile, agora aproveito o espaço pra contar as experiências no Uruguai. E, se no Atacama e em Santiago, a companhia foi das queridas amigas Isabela e Julia, agora em Montevidéu, Colonia del Sacramento e Punta del Este, é com meu amor que embarco nas aventuras.
Tivemos de pegar voos diferentes, por conta de confusões de milhas, de maneira que o Eduardo já estava em Montevidéu há algumas horas, quando cheguei no aeroporto de Carrasco. O dia estava lindo e, apesar de morta com farofa por causa do horário muito cedo, da noite praticamente não dormida e da conexão cansativa, a perspectiva de conhecer outro lugar novo me deu uma injeção de ânimo.
Perguntei às atendentes do guichê de informações o local onde poderia pegar a van, cuja indicação li no blog Viajando na Viagem, e uma delas me explicou que seria preciso um mínimo de 5 pessoas pra que aquele tipo de transporte saísse. Da forma que a moça falou, pareceu algo difícil de se conseguir e acrescentou que o táxi sairia em torno de 50 dólares, mas que passavam vários ônibus em direção a Pocitos, bairro em que eu informei ser o local da hospedagem.
Depois de viajar pra locais onde é praticamente impensável não se usar transporte coletivo pra ir e voltar dos aeroportos, aprendi a resistir ao máximo à ideia do táxi. Assim, saquei pesos uruguaios no caixa eletrônico e saí decidida a ir de ônibus (DM1 para Punta Carretas, conforme me disse a mocinha), caso a van não funcionasse como eu havia imaginado.
Mas foi muito tranquilo ir de van! Dei sorte, pois fui a última pessoa a entrar e a primeira a saltar no destino. Cheguei no Massini Suites, nossa hospedagem, por volta de 17h. Excelente indicação de nossos amigos Dani e Dudu, é um flat confortável e simpático, situado no charmoso bairro de Pocitos. Muito obrigada, queridos!
Demorei cerca de 25 minutos no trajeto e paguei R$30,00, na moeda brasileira mesmo. O motorista seguiu a maior parte pela Rambla, que forma a longa avenida que passa pelas praias (do rio de la Plata) de Montevidéu e vai mudando de nome ao longo dos bairros.
Antes mesmo de entrar na Rambla, percebe-se interessantes construções nos bairros que rodeiam o aeroporto. Tudo muito bucólico, como acrescentou o Eduardo, com construções baixas, bem cuidadas e muito, muito verde. É uma grata surpresa, pois o que costuma se ver nos arredores dos aeroportos, em geral, é uma paisagem bem sem graça.
Assim que cheguei, partimos pra comer alguma coisa, pois eu estava só com um lanchinho furreca como refeição até as 5 e meia da tarde (acrescentamos uma hora ao horário de Brasília). Depois de uma pesquisada rápida no blog Viaje na Viagem, vimos um barzinho bem nas redondezas e seguimos curtindo as ruas cheias de plátanos e os barulhos de criancinhas voltando do colégio ou andando de bicicleta pelas calçadas.
Chegamos no Bar 62 e sentamos do lado de fora pra aproveitar a claridade do dia. O Eduardo pediu uma cerveja chamada Patricia, típica do lugar (bem saborosa) e eu uma taça de vinho tinto indicada pelo garçom (esqueci o nome, pois além de ser esquecida, não ligo muito pra isso). Pensávamos em talvez jantar logo mais, por isso, não quisemos pedir nenhuma refeição pesada. Optei por beliscar um chorizo, que é um tipo de linguiça deles, com molho chimichurri e o Eduardo pediu queijinhos empanados.
A refeição estava honesta, mas nada de especial. Em todo caso, o que queríamos era mesmo dar uma enganada na fome e relaxar, curtindo as primeiras impressões da cidade.
Fomos em direção à Rambla e fizemos uma caminhada e tanto! Começamos seguindo pela praia e sentindo o estilo dos tipos locais. Muita gente correndo na calçada e fazendo exercício nas áreas verdes. Era início de noite e as pessoas deviam estar saindo do trabalho, pois havia muita gente correndo na calçada e fazendo atividades físicas nas áreas verdes. Infelizmente, não consegui muitos enquadramentos bons pra registrar imagens da Rambla.
O mais curioso, sem sombra de dúvida, é assistir aos uruguaios tomando chimarrão. Sabia dessa predileção deles pela bebida, mas não tinha noção da febre que é. A cada 5 metros, pelo menos, há uma pessoa com seu copinho típico e uma garrafa térmica debaixo do braço. Sentados nos bancos ou andando, jovens, pessoas de idade, gente de todos os tipos saboreavam seu matezinho à beira da praia.
Seguimos pela Rambla até chegarmos na Calle Jackson, onde entramos pra seguir até a 18 de Julio. Passamos por várias casas muito bonitas, mas a maior parte bem mal cuidada. Algumas delas davam realmente muita pena, pois se via que tinham um valor arquitetônico importante.
Um dos pontos que me chamou atenção e que valerá um post exclusivo pra seu registro foram as portas de entrada das casas de Montevidéu. São altíssimas e, de madeira ou de ferro, sempre têm um trabalho especial.
Caminhamos muitíssimo pela cidade, até voltarmos pra Pocitos. Estimamos que tenham sido de uns 8 a 10 Km e, durante todo o percurso, com exceção da Rambla, as ruas nos pareceram bem pouco cheias. É que todos estavam assistindo ao jogo Uruguai x Argentina (vencido pelo Uruguai). Alguns bares e restaurantes, portanto, estavam repletos de gente comendo batatas fritas, tomando cerveja e de olhos grudados na TV.
Chegamos em Pocitos por volta de 23h, onde paramos num restaurante italiano. Eu tomei uma sopa minestrone seguida de um licor Sambuca e o Eduardo ficou só na água e café. Ambos guardando o estômago para a orgia alimentar que seria o dia seguinte, com o almoço planejado no Mercado do Porto!
Hasta Luego!
Curtindo aqui!!! E começa a viagem! Oba!
ResponderExcluirDelícia... e os vinhos?
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