Num ambiente delicioso, estava posta uma mesinha pequena com pães, salada de frutas, suco de laranja, um bolinhos, geléias, manteiga e queijo. Assim que sentamos, Maria Eugénia, simpatia em pessoa, que parecia ser a dona do local, perguntou-nos o que queríamos: café, chocolate ou chá. Fomos de chocolate e a pobre da Isabela teve que me aguentar tirando fotos sem parar enquanto comíamos felizes da vida.
Deixamos nossas bolsas no Morgan e partimos pra La Sebastiana, casa onde Neruda viveu com sua segunda esposa. Utilizamos um áudio guia em Português que foi perfeito, explicando em detalhes cada ponto da casa de três andares. Assim como na La Chascona, na La Sebastiana estavam também as janelas amplas, valorizando uma vista indescritível, objetos colecionados, como o cavalo de madeira originário de um carrossel, muitas garrafas e ambientes bem humorados, como um banheiro com uma porta de madeira vazada. Achamos essa moradia ainda mais linda do que a de Santiago.
Na saída, aproveitamos o mirante em frente pra tirar fotos maravilhosas e pedimos informações sobre como poderíamos chegar ao Paseo 21, que nos foi indicado pela Adriana. Pegamos um ônibus num ponto bem pertinho e pedimos ao motorista que nos indicasse quando chegássemos ao elevador em que deveríamos saltar. Sim! Valparaiso tem vários elevadores ao longo da cidade, que foram sendo construídos de acordo com a necessidade da população. São bem baratinhos, mas são pagos.
Subimos pelo elevador e passeamos por um mirante bem bonito, cercado por uma feirinha de artesanías.
Já estava ficando tarde e ainda tínhamos de retornar a Santiago pra pegarmos nosso ônibus até Santa Cruz. No dia seguinte, faríamos nossas visitas pelos vinhedos! Assim, catamos algum restaurante pertinho pra almoçarmos.
Não demos muita sorte com um bistrô extremamente lento, onde dividimos um ceviche e comemos uma empanada, cada uma. Em todo caso, foi ótimo ter provado outra Austral. Neste caso, a Calafate, que era mais forte e tão deliciosa quanto a Lager que eu havia tomado no dia anterior.
A Austral Calafate foi a última experiência boa do dia porque, depois, disso, tivemos uma sucessão de perrengues. Havíamos tentado pedir um táxi no restaurante, mas os enrolados atendentes / donos disseram não ser possível. Descemos no elevador pra tentarmos pegar um táxi na parte baixa, que parecia mais movimentada, mas os poucos carros vazios eram dirigidos por motoristas que diziam não saber ir pra Cerro Alegre, aonde o Morgan B&B ficava.
Começou a ventar furiosamente e começamos a ficar extremamente preocupadas com o horário. Entramos num mercadinho e perguntamos como poderíamos ir a Cerro Alegre. A essa hora, já topávamos táxi, ônibus, lotação, mula, o que quer que fosse. A atendente, muito simpática, nos respondeu no habitual espanhol chileno ininteligível "abarabarabarabarabarabarabara... ya?". Diante da nossa expressão de desespero, uma turista com cara de alemã, disse num espanhol confortavelmente compreensível que poderia nos levar ao ponto de ônibus e que deveríamos esperar pelo "O".
Esperamos por cerca de 20 minutos no vento. Tinha pouca gente no ponto e, entre eles, um maluco que falava sozinho. Em determinado momento, o sujeito começou a surtar de vez e a arrancar coisas do lixo furiosamente. Daí a pouco, ele começou a chegar mais perto de nós e, antes que o troço virasse algo realmente perigoso, resolvemos sair dali rapidinho.
Resolvemos tentar novamente um táxi e ufa! Um motorista inspirado disse que daria um jeito de descobrir o endereço. Ajudamos mostrando o mapa e, depois de esbarrarmos em várias ruas interrompidas por obras, chegamos finalmente ao Morgan. Pedimos que o táxi esperasse, pegamos nossas malas e corremos pra rodoviária.
Ao chegarmos em Santiago, tivemos de mudar de terminal rodoviário pra conseguirmos comprar passagens pra Santa Cruz. Felizmente, o ônibus partia em 10 minutos. Nossa alegria durou pouco, pois a viagem foi horrorosa, num ônibus caindo aos pedaços, onde ventava dentro dele. Chegando nas proximidades de Santa Cruz, ele começou a parar a cada 3 minutos pra que alguém descesse. Nosso destino não chegava nunca!!! Quando finalmente paramos no terminal, praticamente só havíamos nós no ônibus.
Eram 11 horas da noite e ainda estávamos sem jantar. Felizmente, conseguimos um táxi pra nos levar até a pousada, que era bem perto. O frio estava congelante, mas deixamos as malas e corremos para uma lanchonete em frente. Felizmente, serviam um sanduíche "italiano" com batatas fritas que foram uma grata surpresa.
De barriga cheia, voltamos correndo pra pousada, onde nos enfiamos nas camas geladas, graças ao aquecedor que cheirava a gás vazando e, obviamente, não podia ser utilizado.
Bora dormir pros vinhedos do Vale do Colchagua chegarem mais rápido!












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