sexta-feira, 1 de junho de 2012

Décimo primeiro dia - 1o de maio: Valpo

Não acordamos muito cedo e usamos a manhã pra tentar administrar uma bolsa menor a ser levada para Valparaiso e depois Vale do Colchagua. Depois do frio passado no Atacama, fiquei assustada de levar poucos casacos, mas tentei otimizar a bagagem ao máximo na mala que me foi emprestada pela Júlia.

Partimos para a rodoviária de metrô, entrando na estação Bellas Artes, parando em Baquedano para uma combinación e saltando definitivamente na estação Universidade de Chile, ou seria Universidade de Santiago? Ai, Isa, me ajuda! Rs. Em todo caso, saía-se dentro da rodoviária. Algo muito simples, lógico e inadmissível de não existir ainda no Rio de Janeiro.

Pegamos um ônibus excelente até Valparaiso, que partiu10 minutos depois de comprarmos as passagens. Havia wifi dentro dele e pude colocar em dia as postagens enquanto minha bateria durou.

Chegamos em Valpo por volta de 15h e o Fernando, namorado de uma grande amiga da Isabela, a Adriana, estava nos esperando na rodoviária de lá. Fernando mora em Viña del Mar e foi um guia sensacional porque, além de local, é arquiteto, assim como a Adriana. Consequentemente, a escolha sobre o que considerava relevante a uma visita foi perfeita pra mim e Isabela. Além disso, conforme descobrimos depois, Valparaiso pode ser um labirinto em meio às ladeiras e obras que cobrem a parte alta da cidade. Foi muito bom que alguém soubesse como andar por lá.

Nossa primeira parada foi no Morgan Bed and Breakfast, aonde deixamos nossas malas e trocamos de roupa. Foi, de longe, o melhor lugar em que estivemos. As instalações eram super charmosas e contava apenas com 5 acomodações. O quarto era lindinho, as camas deliciosas e o chuveiro pelando!



Depois, nosso cicerone nos levou a um mirante, num restaurante muito gostoso, onde tomei minha primeira e inesquecível cerveja Austral Lager. Fiquei apaixonada! Engraçado, eu imaginei que fosse tomar muito mais vinho do que cerveja no Chile, mas os danados também são muito bons com a cevada!




Depois da paradinha estratégica, seguimos pelas ruas e vielas, sempre nos impressionando com a arquitetura interessante e o céu deslumbrante, em tons de azul, branco e rosa.



Definitivamente, Valpo lembra muito Santa Teresa em sua parte alta. Muitas casas charmosas, com pequenos bistrôs e restaurantes, além de grafites e pinturas urbanas davam um tom descolado ao lugar.



Andamos muito pela parte alta e depois paramos num restaurante pequeno e chique, apenas pra abusar de sua vista noturna espetacular.



As horas passaram (nem tantas assim) e começou a bater a fominha habitual. Escolhemos um restaurante tradicional indicado pelo Fernando, no centro de Valparaiso. Engraçado que aqui em Valparaiso eles escrevem logo abaixo do nome do restaurante a descrição "restaurante turistico". Isso pra nós, brasileiros, seria um sinônimo de "comida cara e ruim, pois você não tem como comparar", mas aqui não tem um significado pejorativo. De qualquer forma, não tínhamos lugar pra sentar, de maneira que andamos mais um pouco pela parte baixa da cidade e paramos no Cinzano. Este parecia ainda mais tradicional, com muitos locais e pessoas aparentemente mais velhas ocupando as mesas.

Como não podia deixar de ser, provamos o Pisco Sour de Valparaiso!


 E também provamos uma iguaria famosa, chamada Loco. São uns mariscos enormes e extremamente saborosos. São bastante difíceis de se encontrar, mas quando isso acontece, vale muito a pena provar. São tenros e suculentos. Absolutamente divinos!


Depois dessa entrada, resolvi pedir finalmente a Paila Marina, que vem a ser uma sopa "levanta defunto". Tem peixe e mariscos, junto com cebolas e muitos temperos. A Paila Marina também podia ser encontrada em Santiago, mas apostei que a de Valparaiso fosse ser mais fresca e saborosa o que comprovei totalmente mais tarde.


No fim do nosso jantar, ainda tivemos música ao vivo! Um senhor com jeito de artista dos anos 50 cantou vários boleros. Formaram-se alguns casais dançantes entre as mesas e adoramos a espontaneidade simples do lugar!


Barriga cheia, o cansaço do dia cheio comecou a bater, então seguimos pro Hostal. Confesso que acabei dando umas cochiladinhas no banco de trás, perdendo alguns cenários e casas bem bacanas mostrados pelo Fernando.

Chegando no Hostal, a exaustão era tanta que o máximo que consegui fazer foi atualizar fotos nos posts para posterior escrita. A sensação de que não posso perder um segundo, pois está acabando, começou a dar o tom da viagem.

Linda Valpo!

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