Mais de um ano depois, posto o relato do último dia da
viagem ao Uruguai. Depois de amanhã, espero começar os posts da viagem ao
Chile, que faremos em novembro de 2014 e, ao dar uma olhada no Mi Alma Viajera,
fiquei com vergonha de ter deixado só esse diazinho de fora. Não será um relato de muita qualidade, mas segue o propósito principal dos meus blogs de viagem, que é registrar o momento.
Acordamos sem pressa na nossa última manhã em Colonia del
Sacramento e constatamos ser o nosso o único quarto ocupado da pousada. Tratava-se de
uma segunda-feira e todos os outros hóspedes haviam deixado o local na tarde do
Domingo.
Pegamos nosso carrinho alugado e fomos rumo a Montevidéu, de
onde seguiríamos para a vinícola Juanicó, pois um almoço e uma visita guiada
nos esperavam. Hummmm!
Havíamos pensado em fazer esse trecho de ida e volta à
Juanicó de táxi e, quando chegamos ao hotel, descobrimos ser uma péssima
escolha. Mea culpa total na falta de planejamento pra esse finzinho de viagem!
Decidimos, então, devolver o carro no dia seguinte para
podermos usá-lo nesse último passeio. O problema seria que o Eduardo não teria
como aproveitar tanto as degustações de vinho, mas ainda assim achamos ser a
melhor alternativa.
Seguimos as instruções do fiel GPS e, após cerca de 40
minutos de estrada, chegamos na entrada da vinícola. No caminho, passamos por
uma escola infantil muito bonitinha e ficamos observando um pouco as crianças
com seus uniformes engomadinhos e num estilo bem diferente dos que estamos
acostumados a ver no Brasil, brincando no pátio do colégio.
Daí a pouco, nos deparamos com a entrada para a propriedade.
Logo de primeira, percebemos que mais do que vinhos e
gastronomia, o que mais nos encantaria seria a estrutura do lugar, que já na
entrada recepcionava os visitantes com um lindo caminho entre enormes árvores,
cercado pelos vinhedos.
Novamente, por se tratar de uma segunda-feira, seríamos os
únicos visitantes do dia e tivemos o privilégio de almoçar na sala principal,
de frente para uma enorme janela com vista para uma árvore majestosa, seguida
das plantações de videiras.
Vista por fora, a casa não transparecia a beleza e requinte
da decoração interna, que mesmo seguindo um estilo mais rústico, totalmente
apropriado a uma sede de fazenda, havia sido cuidadosamente decorada.
No salão bem ao lado, havia o espaço onde se devia servir o
almoço quando a vinícola estivesse sendo visitada por muitos turistas. Apesar
de também ser um lugar simpático, não se comparava ao charme da sala principal. Isso nos
deixou ainda mais felizes pela escolha da segunda-feira para aquele passeio exclusivíssimo!
Ficamos a maior parte do tempo sozinhos, o
que foi ótimo, pois rapaz que nos recepcionou era pedante até dizer chega.
Contou um pouco da história do lugar, quase sem olhar pra nós e com um certo ar
de enfadonho que me incomodou profundamente.
Uma vez que o tratamento se estabeleceu dentro dos
limites da cortesia e seguimos vendo a figura apenas nas vezes em que os pratos
foram trocados, continuamos felizes no nosso almoço especial. De quebra, quando o sujeito saía de cena, nós nos divertíamos com a nossa piadinha preferida, imitando o protocolo dos "enochatos", balançando os copos pelas hastes com observações de "Veja que lágrima, meu amor!", cafungando o vinho e exclamando depois "Que bouquet!".
Tivemos entrada, primeiro, segundo prato e sobremesa, cada
um harmonizado com um vinho diferente. Ou seja, eu estava que nem pinto no lixo
e o Eduardo, que não é tão fã da bebida, também gostou bastante.
Terminada a refeição / degustação, o sujeito "cara-de-coquinho" nos levou pra conhecer as adegas, que ocupavam dois pavimentos
abaixo. A primeira, com outra área lindamente decorada para degustações...
Enquanto que o patamar mais baixo armazenava os barris...
Compramos três módicas garrafinhas e, antes de ir embora, fiz questão de tirar uma foto sentada na frente da árvore estupenda que apreciamos durante todo o almoço.
Depois desse fechamento de ouro, só nos restava retornar a Montevidéu
para a última noite de mais uma viagem inesquecível!
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